“Não sou o meu carro; Não sou meus belos ternos; Não sou meus belos óculos, nem tampouco meu anel de ouro ou o suado dinheiro que recebo pelos serviços que presto, embora muitos, principalmente agentes do Estado, entendam que estes sejam indevidos; Sou tudo o que li e leio; Sou tudo o que vivi e vivo; Sou tudo o que aprendi e aprendo; Sou aquele que se debruça em livros por muitas e muitas horas, quando não mais que horas, para poder ajudar os aflitos; Sou aquele que luta por pessoas que não possuem mais forças ou meios de lutarem por si mesmas; Sou aquele que acredita quando ninguém mais é capaz de acreditar; Sou o cobertor das almas massacradas pelo poder Estatal e das execradas pela imprensa; Sou aquele que é muito bem lembrado quando as pessoas estão em franco desespero; Mas o que mais sou é a capacidade de lidar com as aflições humanas e vivo da esperança de que esse mesmo Estado mutilador de almas um dia aprenda que a única coisa capaz de recuperar pessoas é o amor e o respeito à dignidade das pessoas; Em síntese, meu mérito se mede pela capacidade que tenho de ajudar as pessoas principalmente àquelas que se vêem obrigadas a ter que vivenciarem os seus piores pesadelos; Sou um advogado.”
Diego Bandeira
Um Advogado Criminalista